O vice-governador Walter Alves (MDB) começa a sentir o peso da decisão que terá de tomar em 2026: assumir ou não o comando do Rio Grande do Norte, após a renúncia da governadora Fátima Bezerra (PT) para disputar o Senado.
A entrevista concedida no último domingo, em que desconversou sobre o tema, apenas reforça o que já vinha sendo especulado, e que este blog antecipou: a crise fiscal do Estado pode ser determinante para sua escolha.
A um blog de São Paulo do Potengi, Alves afirmou que conversará com a governadora Fátima Bezerra (PT) “no momento certo” sobre a decisão. Especula-se que essa conversa ocorrerá nesta terça-feira (2).
Walter teria encomendado auditoria particular e, segundo fontes, ficou alarmado com o quadro. O orçamento de 2026 projeta déficit de R$ 1,5 bilhão, a folha de pagamento saltará para R$ 1,3 bilhão mensais e os precatórios acumulam cerca de R$ 5 bilhões.
Para piorar, Fátima antecipou o uso de R$ 855 milhões do Programa de Equilíbrio Fiscal (PEF), comprometendo receitas futuras e deixando pouca margem para investimentos.
Dilema político
Assumir o governo nesse cenário significa carregar o desgaste de atrasos salariais e cortes impopulares. Walter sabe que oito meses de mandato podem ser suficientes para marcar sua imagem como o “gestor da crise”.
Por isso, busca “garantias” de apoio do governo federal antes de tomar a decisão.
Impacto na sucessão
Se Walter recuar, Fátima terá de rever seus planos e permanecer no cargo, o que inviabilizaria sua candidatura ao Senado. O PT já especula um “plano B” com a deputada Natália Bonavides, que nega a possibilidade e reafirma foco na reeleição para a Câmara.
Ou seja, a escolha de Walter pode redefinir todo o tabuleiro político potiguar em 2026.
O futuro do Rio Grande do Norte, e da própria carreira política de Walter, dependerá dessa decisão. E, como já se desenha, não será uma escolha fácil.
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